O deputado federal Dr. Zacharias Calil (MDB) destinou aproximadamente R$ 142 milhões em emendas parlamentares para a saúde pública de Goiás entre 2020 e 2026. O valor considera os recursos autorizados durante seus dois mandatos, conforme levantamento realizado a partir dos registros oficiais da Câmara dos Deputados.
A maior parte foi direcionada ao funcionamento da rede pública. Cerca de R$ 75 milhões foram autorizados para o custeio de serviços hospitalares e ambulatoriais, enquanto aproximadamente R$ 47 milhões tiveram como destino a atenção primária à saúde.
Outros R$ 11,5 milhões foram destinados à estruturação da rede de atenção primária, R$ 7,6 milhões à estruturação de unidades de atenção especializada e pouco mais de R$ 1,04 milhão à modernização de hospitais universitários federais.
Na prática, esses recursos ajudam a manter unidades básicas, fundos municipais de saúde, hospitais, consultas, exames, procedimentos e serviços de média e alta complexidade. As verbas destinadas à estruturação podem ser aplicadas na compra de equipamentos e em melhorias físicas e tecnológicas das unidades.
Novo tomógrafo no Hecad
Entre as aplicações está a aquisição de um novo tomógrafo para o Hospital Estadual da Criança e do Adolescente (Hecad), em 2024. Segundo o Governo de Goiás, o equipamento recebeu investimento superior a R$ 2 milhões.
Com 64 canais, o aparelho é utilizado na realização de exames de maior complexidade e contribui para ampliar a capacidade de diagnóstico da unidade.
Recursos para a Santa Casa de Anápolis
A Santa Casa de Misericórdia de Anápolis também recebeu recursos destinados pelo parlamentar. Conforme informações divulgadas pela direção da instituição, R$ 3,5 milhões foram aplicados na compra de medicamentos e materiais médico-hospitalares, auxiliando no custeio dos atendimentos.
Outra destinação beneficiou a Universidade Federal de Goiás (UFG). Uma publicação da Faculdade de Medicina registra a aplicação de R$ 1 milhão no Laboratório de Genética Humana.
Esse valor não integra os R$ 142 milhões apresentados no levantamento, pois a despesa não estava formalmente classificada na função orçamentária da saúde. Dessa forma, o total destinado por Zacharias Calil a iniciativas relacionadas à área médica pode ser superior ao contabilizado nos registros específicos da função.






