O avanço das plataformas de apostas esportivas e dos jogos de azar on-line no Brasil tem sido acompanhado pelo aumento dos problemas relacionados à dependência em jogos. Em 2026, os afastamentos do trabalho por ludopatia, transtorno caracterizado pela perda de controle sobre o comportamento de apostar, atingiram um patamar recorde, conforme reportagem publicada pelo g1 neste sábado (31).
A situação chama a atenção para um problema que vai além das perdas financeiras. A dependência em apostas pode comprometer a saúde mental, prejudicar relacionamentos familiares, provocar endividamento e afetar o desempenho profissional.
A ludopatia é reconhecida como um transtorno relacionado ao comportamento de jogar, caracterizado pela dificuldade persistente de controlar as apostas, mesmo diante de consequências negativas.
Entre os sinais de alerta estão a necessidade de apostar valores cada vez maiores, a tentativa de recuperar dinheiro perdido por meio de novas apostas, a dificuldade de interromper o hábito e o comprometimento de despesas essenciais para manter o jogo.
O acesso facilitado às plataformas digitais, disponíveis a qualquer hora pelo celular, também amplia a preocupação com a exposição constante dos usuários às apostas.
Especialistas em saúde mental alertam que a dependência pode estar associada a quadros de ansiedade, depressão, conflitos familiares e dificuldades no ambiente de trabalho.
Tratamento e prevenção
A ludopatia exige atenção especializada e pode ser tratada com acompanhamento psicológico e, quando necessário, psiquiátrico.
Pessoas que identificam dificuldades para controlar as apostas podem procurar atendimento pelo Sistema Único de Saúde (SUS), especialmente nas Unidades Básicas de Saúde (UBS) e nos serviços da Rede de Atenção Psicossocial.
O aumento dos afastamentos reforça a necessidade de ampliar a informação sobre os riscos da dependência e facilitar o acesso ao tratamento, especialmente diante da popularização das apostas on-line no país.






